23 novembro, 2006

Missão de trabalho em Angola. O início.


Já no avião da TAAG (Transportes Aéreos de Angola) percebemos que iríamos enfrentar uma grande aventura.
O vôo marcado para as 23:30h, saiu do Galeão às 6:00h do dia seguinte, com um 747 para 270 passageiros com um bom cafe da manhã e almoço com vinho portugues e de sobremesa água nas nossas cabeças vindos da condensação do ar condicionado.
Os comisário e comissárias mal sabem desse jeito neo-liberal de acolher o cliente. A cena mais parece com a dos ônibus que vão pro interior do nordeste.
Os passageiros metade angolanos e metade brasileiros, pareciam estar acostumados com o esquema...não reclamam...é assim mesmo.
Na alfandega, fila enorme de espera, no aereoporto mal acabado sem forro, vê-se as instalações elétricas e hidráulicas expostas, tipo benvindo ao terceiro mundo....e eu que achava que vivia no terceiro mundo agora não sei mais se essa classificação se aplica ao Brasil e Angola, pois a diferença é muito grande.
As bagagens rolam na esteira, isso mesmo, elas caem e vão se amontoando no chão e é um salve-se quem puder, salvei minha mala com alívio, um colega teve a dele toda arrebentada.
Ao sair do aereoporto, constatei o que já tinha avistado pouco antes de aterrar...ah é assim que se chama o processo de aterrizar.
Vi do alto Luanda a capital de Angola com um acampamento urbano de refugiados. Uma favela, mas uma grande favela, uma favela de 4,5 milhoes de pessoas.
Sem luz elétrica (eles usam lampiões), sem água encanada.
Nas ruas a iluminação pública praticamente não existe e o asfalto é privilégio de algumas avenidas.
Amanhã conto mais. Trabalhei até agora e a nossa agenda é apertadíssima.
beijos atodos 01:45h.

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Oi Alváro!

Saudades de vcs. Só tenho que parabeniza-lo pelo seu relato e dizer que realmente o terceiro mundo não é aqui.
Belo trabalho vc está fazendo.
Um beijo
Mariana

5:12 PM  
Anonymous paulomunhoz said...

È isso aí amigo,
tenho também me atormentado com a necessidade de fazermos algo por populações necessitadas, trabalho num documentario sobre prostituição infantil em Fortaleza, é um mal para todo o brasil quase, nossa vocação turistica é discurso...
Plantar e colher ninguém quer, todo mundo prefere pegar os euros e os dolares facilmente (?????)

11:57 AM  
Blogger KON said...

Xu

Sempre soube que seria capaz de realizar grandes trabalhos.
Espero que continue fazendo o que for preciso para melhorar a HUMANIDADE.
Conti comigo para essa luta.

Bjs

Kon

1:52 PM  

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